Havia chegado o momento. Depois de tanta busca, foi preciso apenas um breve instante. Tudo mudou. Uma fração de segundos. E o dia amanheceu. Um pequeno reflexo. E, ao seu alcance, o paraíso. O intervalo entre duas batidas do seu coração. E agora era possível entender as poesias mais exageradas. Era fácil compreender as canções que tanto se embriagavam daquele sentimento. Porque ele era assim. Exagerado. Arrebatador. Apoderava-se de tudo ao seu redor. Ela conseguia sentir cada aspecto por mais que ainda não o conhecesse. Já escutara alguns comentários anteriormente. Porém, esses mesmos comentários advinham de alguns que acreditavam que poderiam encontrá-lo diversas vezes e isso sempre lhe causava certo desconforto. Talvez fosse uma boa dose de otimismo por partes de tais “alguns”. Uma forma de sair de um relacionamento enlouquecedor já acreditando que pode ser bem-sucedido em uma próxima oportunidade. Um eterno jogo de tentativa e erro. Uma busca desenfreada por porções cada vez maiores. Respeitava, pois afinal quem era ela para julgar o instinto de sobrevivência alheio? Mas desde que se deparara com ele ali dentro de si, ela suspeitava se tratar de um evento único. Como a passagem de um cometa. Fenômeno pelo qual se espera durante muito tempo para presenciar, pois sabe-se que tal fato não se repetirá. Sabia que a beleza daquele sentimento era ligada a sua singularidade. Tal qual uma relação entre grandezas inversamente proporcionais. Quanto menor a semelhança com qualquer outra experiência, maior o encanto. E aquela sensação agora preenchia os seus dias. Tornara-se vital. Enraizou-se nela de forma que não mais seria possível separar as duas. Mas também não estava interessada em divisão. Não agora que tinha uma companheira. Uma fiel escudeira. Não depois que havia descoberto seu nome. E como soava bem! F-E-L-I-C-I-D-A-D-E! E agradeceria mentalmente todos os dias porque ela rimava com "eternidade".
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